O réu Alex Carneiro dos Reis Borges foi condenado a 17 anos, oito meses e 15 dias de prisão em regime inicial fechado, além de dois anos e seis meses de detenção e ao pagamento de 240 dias-multa, pelos crimes de violência doméstica contra a mulher, tortura e estupro.
A vítima é a ex-companheira do acusado, Jackeline Cardoso de Queiroz. A decisão é do juiz titular da Comarca de São Miguel do Guamá, Sávio José de Amorim Santos.
De acordo com os autos, o acusado, no dia 23 de abril de 2021, na Clínica de Estética Avançada, localizada no município, submeteu a vítima por cerca de três horas — das 19h às 22h — a intenso sofrimento físico e psicológico. O inquérito policial aponta que o réu teve um ataque de fúria e destruiu toda a clínica, de propriedade de Jackeline.
Enquanto ele quebrava os móveis e aparelhos do estabelecimento, teria se armado com um martelo e uma faca e violentado a vítima psicologicamente, obrigando-a a falar só quando ele autorizava.
Ainda segundo o processo, a sessão de terror continuou com o réu praticando violência física contra a sua então namorada.
Em uma dessas investidas, o acusado desferiu socos nos lábios e uma martelada na cabeça da mulher, que numa tentativa de se defender, colocou o braço à frente e o golpe acabou atingindo em cheio a sua mão.
O homem ainda cortou o cabelo da vítima com a faca que portava.
Mesmo nessas condições, sem possibilidade de qualquer resistência por parte da vítima, o acusado ainda a obrigou a manter relação sexual com ele.
O réu Alex Borges e a vítima Jackeline de Queiroz namoraram por dois anos antes do crime ser cometido.
Em sua decisão, o juiz ainda ressaltou que o réu, apesar de ter 34 anos, ainda é sustentado financeiramente pelo pai, médico, não possuindo profissão definida, e que mesmo tendo tido oportunidade de cursar várias faculdades, não concluiu um curso sequer, embora se autointitule "filósofo". (OLIBERAL)

Nenhum comentário:
Postar um comentário